Rotary realiza a campanha de conscientização da Poliomelite

Terá uma missa na Catedral São João Batista a partir das 19h

Data de Publicação: 23/10/2019 16:44:15 | Jornalista: Jéssica Sens

Dia 24 de outubro, é comemorado o “dia mundial de combate a poliomielite” E pensando nisso,o Rotary de Rio do Sul vai se mobilizar com o intuito de conscientizar a população sobre os cuidados com a poliomelite. Nesta quinta-feira, a partir das 19h terá uma missa na Catedral São João Batista e todos estão convidados.

Desde que o Rotary International adotou o Programa Polio Plus em 1985, que objetiva erradicar do mundo a poliomielite, o número de casos no planeta já reduziu 99,99%.

Inicialmente este programa de saúde pública, que é o maior do mundo, liderado pelo Rotary International evoluiu para os quatro cantos do planeta na eliminação da doença contando com a parceria preciosa da Fundação Bill e Melinda Gates, da Organização Mundial da Saúde, da Unicef, do Centro Norte Americano de Controle de Doenças – CDC, e de inúmeros países.

Foi graças ao Programa Polio Plus do Rotary International, que o Brasil teve o último caso da doença no distante ano de 1989, na Paraíba.

Mas parece que os brasileiros e nossas autoridades de saúde despreocuparam-se desde então com a paralisia infantil, essa doença terrível que não tem cura mas é prevenida pela vacinação. Constata-se que nos últimos anos, a taxa de imunização contra a pólio ao que parece, deixou de ser prioridade e também de preocupação dos pais e mães, que se esquecem de imunizar suas crianças de até 5 anos, a ponto de atingirmos taxa de imunização baixo de 50%, na população alvo em várias parte do Brasil. Por isso o meu alerta a todos, mães, pais, avós, autoridades sanitárias.

Lembrem do risco a que estamos expondo nossas crianças sem vacina, de entrarem em contato com algum transmissor do poliovirus e desencadearem um surto de reinfecção da paralisia infantil no país. Que a guerra que enfrentamos contra o sarampo no momento sirva de lição. O sarampo não era mais problema para o Brasil, mas agora é com o seu retorno. Albert Sabin, o médico inventor da vacina oral contra a pólio nos ensinou que “ a criança vacinada contra a paralisia infantil não pega a doença, mas pode transmitir a outra não vacinada. E vale arriscar? A resposta todos sabemos.

A paralisia infantil que tanto aleija as crianças não pode voltar, e devemos rever nossa atuação e contribuir efetivamente para que ela continue sendo apenas um lamentável fato do passado. Atualmente apenas dois países no mundo ainda convivem com a doença: Afeganistão e Paquistão, ambos na Ásia. Mas a distância que nos separa do continente asiático não é garantia de que estamos imunes a ela. Senhoras e senhores deputados e população brasileira, enquanto houver uma única criança vítima da pólio, todas as demais crianças do mundo deverão continuar a ser imunizadas, impedindo a circulação do poliovirus. Estatísticas do Programa Polio Plus informam que até 16 de outubro passado ocorreram 88 casos de poliomielite no mundo, nas regiões endêmicas do Afeganistão e Paquistão.

“Obrigado rotarianos continuarem com a missão de erradicação da pólio do planeta, vocês são seres de qualidade a serviço da vida. Nosso reconhecimento e parabéns”.

Informações: Herbert Zimath Junior

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