Experimento de Piscicultura chega à etapa final em Rio do Sul

Além de uma nova oportunidade comercial para produtores locais, atividade marcou a reativação do centro agropecuário

Data de Publicação: 18/05/2018 17:09:29 | Jornalista: Daniel dos Santos

No mês de maio a equipe técnica do departamento de Agropecuária realizou a quarta e última etapa do projeto de Piscicultura no centro agropecuário municipal Dorval Batista. O experimento começou em outubro de 2017 e agora foi realizada a despesca. A atividade foi uma forma de mostrar, na prática, como funciona a produção, dividida em dois viveiros com métodos específicos. A criação de 900 tilápias foi prestigiada por produtores de diversas cidades catarinenses.

O processo de piscicultura envolve critérios como: povoamento, qualidade da ração e despesca. O produtor e empresário de São Domingos do Oeste-SC, Gilmar De Marchi, comentou sobre o mercado atual. Marchi cita que há várias possibilidades de comercialização, como em feiras, frigoríficos e pesqueiros (os tradicionais pesque-paques) de grandes centros. “É preciso se atentar para questões como: tamanho e tipo do peixe e ainda a qualidade da água. O preço gira em torno de R$ 5,00 por quilo, mas pode valer mais em cidades de grande porte”.

No centro agropecuário foram construídos viveiros com dois métodos de alimentação. Um com alimentação exclusiva por ração e outro com ração e micro-organismos que se desenvolvem a partir de fertilização, conhecido como Método do Alto Vale de Piscicultura Integrada (Mavipi). A agrônoma, Vandreia Teixeira, argumenta que o experimento foi dividido em quatro etapas. “Com isso, fizemos a simulação de um ciclo de 10 meses, que contempla as fases de: implantação e povoamento; biometria e cálculo de ração; qualidade da água e, por último, a despesca”.

A atividade foi prestigiada por produtores de Rio do Sul, além de cidades como Petrolândia, Presidente Getúlio, Trombudo Central, Caçador, Benedito Novo, dentre outras cidades catarinenses. A maioria realiza piscicultura para consumo próprio, mas há produtores com interesse em comercialização. “Muitos já contam com viveiros, mas existe a intenção de aumentar a produtividade e, quem sabe ter uma fonte de renda alternativa”, diz Vandreia. A atividade realizada pela Prefeitura de Rio do Sul contou com apoio de instituições parceiras, como: Piscicultura Hintermann, Agropecuária Agrotudo, além da participação técnica e supervisão do professor do Instituto Federal Catarinense (IFC), César Ademar Hermes.

Mário Dáud/Assessoria de Imprensa

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