A Prefeitura de Rio do Sul está em fase de produção de decreto que regulamenta normas de funcionamento das feiras livres da cidade. As regras gerais estão sendo elaboradas pela Diretoria Executiva de Agropecuária, Vigilância Sanitária além das secretarias de Administração e Fazenda e a de Desenvolvimento Econômico. O decreto complementa a lei 5989 de 20 de novembro de 2018, que, após alinhamento final, seguirá para assinatura do prefeito José Thomé.
A engenheira agrônoma, Vandreia Teixeira, explica que estão sendo realizadas reuniões com os feirantes para estabelecer regras de funcionamento. Entre elas estão horários, uso do espaço público, comercialização de produtos e ações que promovam a segurança alimentar, por exemplo.
O diretor executivo de Agropecuária de Rio do Sul, Robson da Silva, argumenta que as feiras careciam de organização.
“Agora queremos mudar esse panorama. Havia feirantes que desconheciam o processo de cadastro para participar desta modalidade de comércio. Vale lembrar que em 2018 foi criada lei para comercializar nas feiras. Desde essa data o cadastro se tornou obrigatório para realizar esta modalidade de negócio”.
Em Rio do Sul as feiras livres acontecem na praça Ermembergo Pellizzetti e no bairro Canoas, no estacionamento do estádio Alfredo João Krieck. Fica estabelecido que a participação na feira do estádio é voltada preferencialmente ao produtor rural de Rio do Sul. Enquanto que na feira da praça central é determinante que o produtor esteja presente na banca.
“O motivo veio da demanda dos próprios feirantes. O foco desta feira [na praça] é a comercialização de produtos de cunho artesanal que fomente a cultura da região. Ou seja, é um espaço onde não acontece comercialização de produtos originários de agroindústrias, por exemplo. É um foco mais artesanal, voltado para artigos manuais”, pontua a agrônoma.
O prefeito, José Thomé, defende que a regulamentação trará mais organização para a categoria profissional dos agricultores.
“O decreto está sendo elaborado de maneira próxima à comunidade, ouvindo reivindicações e sugestões dos feirantes. Estamos comprometidos em aprimorar o desenvolvimento local”.
Comerciantes aprovam a iniciativa
A banca Alecrim, instalada na feira do bairro Canoas, é fruto de sociedade entre os feirantes Gabriel Dias e Gleison Pereira. Atuam na venda de folhosas, frutas, verduras e temperos verdes. Os empresários também realizam entrega de produtos para restaurantes e merenda escolar.
“O ponto forte são produtos da região, com ênfase em alimentos agroecológicos com foco em valores como: o social, ambiental e econômico. Conceitos estes que formam o triângulo da sustentabilidade”, afirma Gabriel Dias.
Na barraca existe a comercialização de produtos orgânicos da agricultura urbana e rural com certificação. Para o feirante, o espaço disponibilizado pelo Poder Público, proporciona um ciclo sustentável em que “o dinheiro circula na própria cidade, o que beneficia o desenvolvimento da economia local. Este ponto é melhor do que pensávamos, pois tem rotatividade grande. Já temos uma grande clientela e dispomos de estacionamento. Estamos há dois anos no local”.
Os comerciantes trabalham ao lado de outras colegas de setor. Carmen Passero é feirante desde o final de 2018. Trabalha com artesanato agrícola e tecelagem manual, como artigos de cestaria, mandalas em crochê, bolsas em palha e produtos confeccionados com lã de ovelha. Já Derlise Mutschler produz uma gama de produtos: sabão caseiro, doces, cuca e pães. Na barraca ao lado está a da Cinara Coutinho, que comercializa geleias, conservas, mel, feijão, peixe, caldo de cana e frutas da época. As três comerciantes se mostram otimistas com o ponto comercial. Carmen elogia o fornecimento de toldos, que proporciona mais conforto para o público.
“Hoje temos mais feirantes e essa diversidade atrai mais clientes”, complementa.
Departamento de Comunicação: Mário Dáud