Programa trabalha superação de violência contra mulher em Rio do Sul

Equipe multidisciplinar atende vítimas dos mais diversos tipos de agressão

Data de Publicação: 24/06/2019 09:38:08 | Jornalista: Jéssica Sens

A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) realiza, quinzenalmente, o projeto Mulheres no Plural. O grupo criado em 2017 tem uma agenda de ações para reestruturar histórias de vida de mulheres que tenham sofrido violência. Os encontros são realizados no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

O público-alvo é formado por pessoas que sofreram algum tipo de violência, que estão em fase de superação ou já enfrentaram a experiência por completo. Participam também técnicos e especialistas de diversas áreas de assistência social como segurança pública, educação, saúde. São os profissionais que integram o Programa Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi). Na ocasião, tratam de temas que versam sobre saúde da mulher, cuidados e orientações. A média de público é de cinco a 10 mulheres por encontro, com idade que varia de 25 a 55 anos.

São pessoas que viveram alguma situação de violência: psicológica, física, doméstica, financeira ou parental.

“Geralmente os agressores são os próprios parceiros, maridos ou terceiros. O que não deve ser interpretado como regra”, lembra o chefe de proteção social especial, Luiz Felipe Rahn.

“Propomos o trabalho de superação de qualquer tipo de violência. A atividade não é paliativa, mas sim permanente. É possível que a violência demore 20 anos para ser superada, mas também pode ser resolvida em alguns meses. Cada caso tem o próprio tempo e gravidade. O trabalho principal é concretizar a superação e fazer com que a vítima retome a própria vida”, destaca a secretária da Seades, Danielle Zanella.

Rahn explica que não há como mencionar este tipo de violência em números, porque é capaz que seja reincidente.

“Ainda que ocorra a superação da situação, é possível que o enfrentamento da violência em si demore mais. A vítima pode se considerar confortável apenas quando está longe do agressor, mas, ainda assim, pode se sentir mal devido às sequelas psicológicas”, defende.

Departamento de Comunicação: Mário Dáud

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