A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), por meio do Centro de Qualificação Profissional (CQP), realizou a entrega de certificados para os alunos que participaram das turmas de Salgados e Padaria/Confeitaria. O evento ocorreu na tarde do dia 21 de novembro, na Obra Kolping. O foco é o público atendido pelos equipamentos sociais como Cras e Creas. Sendo que, caso sobrem vagas a oferta é estendida à comunidade em geral.
A secretária da Seades, Danielle Zanella, explica que “o CQP proporciona qualidade de vida aos trabalhadores. A capacitação pode ser usada com finalidade profissional ou doméstica. Oferecemos oportunidades para que as pessoas possam vislumbrar um novo horizonte para a própria vida”.
O prefeito, José Thomé, defende que “a qualificação profissional é um diferencial para quem busca oportunidade de trabalho. Sei que muitos de vocês já estão empregados antes mesmo da conclusão do curso. Agora cada um dos alunos pode bater de porta em porta em supermercados, padarias e estabelecimentos comerciais para buscar uma melhor oportunidade de renda”.
Mão na massa
Natural de Olho dÁgua das Flores, município alagoano de cerca de 22 mil habitantes, Eugênia Santos Duarte tem 38 anos e acumula uma experiência de vida dinâmica. A alagoana que outrora foi dona de um mercado por nove anos, atuou como profissional liberal e decidiu procurar um trabalho com carteira assinada. Há cinco meses morando em Rio do Sul, logo no segundo mês em solo catarinense, procurou orientações sobre capacitação de mão de obra na Seades.
“Meu marido chegou a ficar oito meses desempregado. Viemos do Nordeste para cá em busca de uma oportunidade de crescimento”, argumenta.
A escolha do destino se deu pelo fato do marido ter parente na Capital do Alto Vale. Durante a entrevista Eugênia tinha em mãos diplomas de conclusão das turmas de Salgados e também Confeitaria/Padaria. A aluna soube das atividades da Seades por meio de uma amiga. “A experiência dos cursos foi prazerosa. Eu me senti integrada e gostaria de agradecer o professor, que se mostrou comprometido com os aprendizes”, acrescenta.
Ela diz que aprendeu a fazer cuca e pães, até então práticas que eram novidades para a nordestina que está empregada há três meses em uma tradicional confeitaria da cidade.
“Temos que ter fé em Deus e lutar pelos nossos ideais. Eu consegui uma oportunidade de trabalho e estou muito satisfeita. Essa condição mexe com meu ego, meus valores. Sou grata a Deus por nos dar força e proporcionar experiências de superação”, declara.
Departamento de Comunicação:Mário Dáud